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Os erros mais comuns ao desenvolver ou reformular um alimento (e como evitá-los)

Desenvolver ou reformular um alimento raramente dá errado por falta de ideia.
Na prática, o que mais vemos são projetos que enfrentam atrasos, retrabalho ou aumento de custo por decisões tomadas cedo demais — ou tarde demais.

Seja no desenvolvimento de um produto do zero ou na reformulação de um produto já existente, existem erros recorrentes que comprometem qualidade, viabilidade industrial e até a segurança regulatória do lançamento.

Neste artigo, reunimos os principais erros que aparecem ao longo de projetos de alimentos e bebidas — e mostramos como evitá-los com decisões mais bem estruturadas desde o início.

Começar pela fórmula antes de definir o enquadramento do produto

Um dos erros mais comuns é iniciar o desenvolvimento focando apenas na formulação, sem antes definir claramente o enquadramento regulatório do produto.

Isso pode parecer inofensivo no começo, mas o enquadramento define:

  • quais ingredientes podem ou não ser utilizados,

  • limites de composição,

  • alegações permitidas,

  • exigências de rotulagem.

Quando essa definição vem depois, o risco é alto: a fórmula precisa ser refeita, o rótulo muda e o projeto perde tempo e dinheiro.

Antes de avançar na formulação, é essencial entender em qual categoria o produto se encaixa e quais regras ele precisa cumprir.

Acreditar que reformulação é apenas “trocar ingredientes”

Na reformulação, muitas marcas partem da ideia de que pequenas trocas não terão grandes impactos. Na prática, quase nunca é assim.

Trocar um ingrediente para:

  • reduzir custo,

  • retirar um FOP,

  • tornar o produto mais clean label,

pode alterar completamente:

  • textura,

  • sabor,

  • estabilidade,

  • shelf life,

  • comportamento em processo.

Antes de qualquer substituição, é fundamental entender a função tecnológica de cada ingrediente e o papel que ele exerce no produto como um todo.

Buscar clean label sem considerar processo e escala

Clean label é uma demanda real do mercado, mas quando tratada apenas como discurso de marketing, vira um problema técnico.

A retirada de ingredientes considerados “indesejáveis” pode comprometer:

  • estabilidade microbiológica,

  • padronização entre lotes,

  • viabilidade industrial,

  • vida de prateleira.

Clean label precisa ser tratado como estratégia técnica, avaliando formulação, processo, embalagem e realidade industrial desde o início.

Reduzir custo olhando só para o preço do ingrediente

Redução de custo é um objetivo legítimo, mas quando analisada isoladamente, costuma gerar efeitos colaterais.

Um ingrediente mais barato pode:

  • aumentar perdas no processo,

  • reduzir rendimento,

  • comprometer textura ou sabor,

  • gerar mais reclamações do consumidor.

Avaliar custo de forma sistêmica, considerando impacto no processo, na qualidade e na percepção do produto final.

Ignorar testes de estabilidade e shelf life

Outro erro recorrente é tratar testes de shelf life como algo secundário ou “para depois”.

Sem testes adequados, o produto pode chegar ao mercado sem validação real, gerando:

  • devoluções,

  • perdas logísticas,

  • riscos regulatórios,

  • desgaste da marca.

Planejar testes de estabilidade e shelf life como parte do desenvolvimento ou da reformulação, e não como uma etapa final improvisada.

Tratar desenvolvimento como execução, e não como decisão

Talvez o erro mais profundo de todos seja enxergar o desenvolvimento de alimentos apenas como execução técnica.

Quando isso acontece:

  • decisões estratégicas são adiadas,

  • problemas aparecem tarde demais,

  • mudanças ficam mais caras e difíceis.

Planejar testes de estabilidade e shelf life como parte do desenvolvimento ou da reformulação, e não como uma etapa final improvisada.

Um convite para conversar

Desenvolver ou reformular um alimento não é apenas chegar a uma boa fórmula. É estruturar decisões desde o início para proteger o produto, a marca e o investimento feito no projeto.

Evitar esses erros não acelera só o lançamento — traz segurança, previsibilidade e consistência ao longo do caminho.

A SoQuality oferece uma hora de mentoria gratuita para entender seu cenário, esclarecer dúvidas e ajudar a desenhar os próximos passos do seu produto.

Será um prazer cuidar do seu produto desde a ideia até o mercado.